segunda-feira, 11 de abril de 2011

Não gosto de despedidas...


            Eu não gosto de despedidas, nunca gostei. E nos últimos tempos, tenho sido praticamente colocada à força em situações assim, e pra piorar, situações-surpresa. Eu já disse que não gosto de surpresas? Pois é, há uma infinidade de coisas que me aborrecem, mas se tivesse que citar duas, assim, de sopetão agora, seriam essas aí acima.
            Me lembro claramente que desde o tempo de escola sempre fui alvo de brincadeirinhas pelo simples motivo de ser extremamente sentimental, uma coisa meio Carrossel¸lembram? Ok, provavelmente não lembram, então fico eu com meu saudosismo. Sempre achei bacana a reciprocidade nas relações, fossem elas quais fossem. Nem sempre foi assim, correspondido a mim. Aliás quase nunca foi. E com essas falta de reciprocidade, passou-se o tempo, foram-se os vínculos.
            A questão não é faze-los ler churumelas, ou instigar pensamentos “ó meu Deus, que coitada!”. NÃO, absolutamente. O ponto que quero atingir é o seguinte: você já correspondeu alguém hoje? Você já deu um abraço de verdade em alguém? E mais, você já demonstrou verdade em algum de seus atos e se sentiu plenamente satisfeito depois disso?
            Eu costumava não me privar, hoje me privo. E junto com essa privação que eu acabei criando a Toddy, sim a Toddy pra ter tomado as proporções que tomou; vem a minha antipatia à despedidas. Mas não qualquer tipo de despedidas, me refiro às forçadas como citei aí acima. Eu tenho um medo medonho, enorme, de perder qualquer um dos meus. Eu bem sei que todos tem medo, é normal, a diferença é que alguns tem uma Sandy dentro de si e outros não. Deixo claro que não, eu não vivo em um mundo cor de rosa, com músicas da abelhinha ao fundo como trilha sonora. Longe disso.
            Eu penso muito sobre as despedidas que ainda vou ter. É ridículo, ninguém pode prever o futuro, mas eu penso. Eu penso no dia que aquela risada gostosa de algum amigo vai cessar. Eu penso no dia que vou ligar e já não vão poder me atender. E penso também nos dias em que pude demonstrar tudo o que queria e não fiz.
            Bom, pode estar parecendo muito estranho, mas a idéia de hoje não é “todos vamos nos despedir pra sempre um dia, vamos nos abraçar e dar as mãos”. Não, não, não, não. Até porque amor demais, sabe como é né... Quem ama todo mundo, não ama ninguém. Eu quero é pedir, pedir, pedir: demonstrem mais.   Amem mais. Não sintam vergonha de nada, nem de ninguém. Eu não sei vocês, mas eu não quero ter que guardar pra sempre em mim um carinho que não pude dar. Não quero deixar tudo pra última hora. Eu não gosto de despedidas, nunca gostei.